Radiografias odontológicas são importantes para complementarem o diagnóstico. Porém, esses exames radiográficos convencionais são limitados a uma visualização bidimensional (altura x largura), sem informações de profundidade. As informações essenciais da anatomia tridimensional dos dentes e estruturas adjacentes são obscurecidas ou sobrepostas mesmo com as melhores técnicas executadas, sendo que distorções e sobreposição das estruturas dentárias são inevitáveis.

A grande vantagem da tomografia computadorizada de feixe cônico (TCFC, também conhecida como tomografia volumétrica ou tomografia odontológica ou, ainda, tomografia cone-beam) está na precisão geométrica tridimensional que proporciona. Por exemplo, a possibilidade da visualização das raízes dos dentes posteriores superiores e seus tecidos periapicais nos três planos ortogonais, ou mesmo de forma obliqua, sem sobreposição do osso zigomático, do osso alveolar e das raízes adjacentes e na identificação de forames nasopalatinos ampliados, de canais radiculares, de pequenas lesões periapicais que radiograficamente não são visíveis e na avaliação de reabsorções ósseas. Para avaliação de casos que exigem detalhes, como os casos clínicos de Endodontia, queremos o maior grau de detalhamento possível. Entretanto, muitos são os fatores que podem influenciar na qualidade da imagem final. Dentre eles, podemos destacar:

 

1) Presença de objetos de alta densidade na região do exame

(como, por exemplo, retentores ou restaurações metálicas, guta-percha, etc.), por produzirem artefatos;

 

2) Protocolo utilizado na aquisição

(incluindo tamanho do campo de visão – field of view FOV; tamanho do voxel; quilovoltagem kVp e miliamperagem mA utilizadas; dentre outros ajustes);

 

3) Tomógrafo utilizado para aquisição

(se é ou não um tomógrafo de alta resolução; se permite algum tipo de ajuste nos parâmetros de aquisição ou não; como é o processo de reconstrução das imagens – algoritmo – que utiliza).

 

Cabe ressaltar que nem todos os parâmetros de aquisição são passíveis de ajuste e alguns deles são características próprias de alguns dos diferentes modelos de tomógrafo.

 

Todas os fatores listados acima influenciam na resolução (espacial e de contraste), taxa de sinal-ruído, maior ou menor produção de artefatos, dentre outras características, que resultam em uma imagem final com mais ou menos qualidade.